domingo, 23 de fevereiro de 2014

First things first

If it was a day of sun,
if it was a hopeful dream,
if there was something to hold,
if there was belief enough among us.

If I were brave and stiff,
if I were good enough to bring it on,
if nothing was scaring and cruel,
if there was something besides this world.

If the morning was not the first thing of the day,
if first things first meant no pragmatism and pain,
if the beauty of a word was not the plague of society,
if I were able to see...

The darkness overtook, and what if it wasn't so?
The fear and all those stuffs like failure and curse,
would they be condemned by mistakes of our ancient days?
The shared guilt will never be punished so far, no way.

If the ballerina weren't dancing alone,
if "come and gone" wasn't earthly hiting us,
if I were brave enough,
if the souls were not running thru this rain.

If things weren't changing in vain,
if it was worthy believing in anything,
if the faces weren't smiling behind
the Dorian Gray's portrait.

If there was a road to take,
if the way wasn't covered with stones of fake,
if sincerely I were in some sensitive eyes,
I'd rest my tired shoes and spoiled clothes,
and my tore soul,
if I had it yet,
if I knew it at last,
if there were no ifs, ands and buts,
if first things were really first things first.








sábado, 21 de setembro de 2013

Wherever



Wherever there’s a stain,


There is a cleanser and a piece of cloth;

And a medicine for an aching head,

And glasses for an unfocussed sight.

 

Mistakes and their fixing solutions,

Pain and its prescribed remedy,

You can hurt your ankle

If you dance in the wrong angle any other melody.

 

But salvation comes to all the ones,

It is just a life away,

It’s just at the touch of the hand,

Why can’t I believe you are all insane?

 

I want to live here and now!

Without things that are going to fix me up,

No broken wings, no empty hearts,

I want to hear the sound of the Love in all and more one place;

 

Please, come to me,

Things that are eternal,

Those from the repair center show no need,

Clear and clean without cleansers and gleam;

 

I have this need,

Here and now, exactly right now!

I want to live without afraid of falling apart,

I want to be exactly what you never dared intending to be;

 

Eternal is just a word,

But what is not?

We all are just words that can be erased from the blueprints,

All at once, haven’t you ever thought of your project at real and strong?

 

Things and their reparation,

Reimbursement and fail,

I stopped that cycle for I don’t feel like paying for other ones’ mistakes,

I rather plant a tree and let it grow,

For I can tie a swing,

And only feel the wind.

 

                                              Patricky Field

 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Daring to jump off

There’s a feeling of no inspiration in me today,
Like my ideas were off, for vacations,
Or my ability to muse was a little lazy,
Out of nothing, inside a thousand of fences,
Who would dare to jump to the other side?

Radical or not, call me silly,
But I rather jump off this cliff,
That no one seems to sight,
That all the ones insist in saying it is not there,
But I know is there, and I know, it is high.

Why to crawl if you can fix your wings,
No response from the service, okay, you are your own warranty,
A screwdriver and a little of glue,
Maybe a white feather or two,
It’s ready, fresh and shiny, once again, like new.

It would be good,
I’d use this tip myself today,
As the sun is fast going down,
But it is still shinning by the other side, on the wall.
Yes, I can see it right from where I am right now.

But the lamps are on; even it is full-sun day;
And I got the memories of a time I not even remember when,
Because it is fictional, like you and me and us all,
Who am I? Who you are?
Aren’t we all this stubborn streaming of thoughts?

And I was trying to tell myself it is easy,
Though I know how difficult it is,
But who can fool the own within?
We are not that silly, or am I mistaken about everything?
I rather live instead of dreaming…

Because I feel like running out of things I never knew I was willing,
Exactly like when we are in the dark, waiting for a light,
But when it comes, it is too late for the eyes,
They are used to that hole where we all have been left inside.
And it is deep, into the depth of our precious lives.

And I’ve just saved this file;
Has anyone done the same to me right now?
Just a click away; or maybe it is not as easy as it is in virtual life,
I can’t see any mouse connected to me, and I can’t jump off this cliff,
Because there’s a Truth wired to a heart, everything connected in an essential link;

Everything there, inside of the one that’s me.


                                      Patricky Field

domingo, 1 de setembro de 2013

Entrevista com uma árvore

                                                                                                                                Anne Russel
                            Agosto, 2013

Colhendo hoje, amoras de uma Amoreira de galhos espaçados, pensei se no lugar da latinha a qual eu enchia de suas frutinhas roxas, eu tivesse papel e caneta, e claro, ela, uma boca. Estava uma manhã fria, mas o sol brilhava num ascendente faiscante. Eu, em vez de ficar em pé, como estava me sentaria. Refrearia as contingências do mundo por uns momentos, que seriam tão especiais e autênticos que deles eu jamais me esqueceria.

Começaria minha entrevista um tanto tímida, já que a árvore, senhora de si e sentinela daquela colina, parecia tudo saber... Talvez mais que de uma só vida.

A sombra refletindo a luz filtrada através do caule, folhas... E os frutos ainda verdes dependurados com o orgulho silencioso dela.

Com respeito eu começaria:





___ O que sente a senhora nesse momento em que tem de si frutos que 
generosamente dá como oferta a um mundo que talvez nem saiba de sua existência?

___ Minha jovem criatura. Sou antiga como os tempos que formaram a estrutura da primeira semente de quem eu sou. Nós, amoreiras, mesmo que fôssemos a última, ainda teríamos em nós a primeira. E ter atingido esse doce estágio de florescer e frutificar é algo que reverencio em meu interior, é o respeito que devo a semente que me formou e ter atingido esse nível no processo todo que a entropia inspira, é como se houvesse caminhado, como vocês criaturas que podem andar, e ter lutado, não contra, mas à favor do Sol, da chuva, de tudo de que me servi e que agora sirvo por minha vez, devolvendo a porção exata de que utilizei desse ambiente que me cercou como uma mãe, armazeno em mim a seiva da própria terra. O sangue da vida que me fez crescer. É a ele que devo a cor do primeiro fruto amadurecido em meu seio no primeiro dia de primavera que testemunhou esse ciclo que não é só meu, e sim pertence a todo esse universo que me fez quem sou.

Desde a primeira semente surgida séculos de vocês criaturas, até aquela primavera que viu meu primeiro fruto. Dei ao mundo a felicidade que recebi, e das dificuldades de atingir esse momento, nem me lembro, desde que minhas outras irmãs possam viver através de mim e dos meus frutos.
                                               *** ***
Eu escreveria tudo rapidamente, e fascinada com o milagre daquela entrevista inusitada e maravilhosa, eu continuaria a perguntar:

___ A sensação em colher seus frutos é algo intimista, que remete ao profundo de um eu talvez perdido em nosso próprio interior. Pensa que seja o traço de uma eternidade, que ultrapassa as  barreiras da matéria através do ir e vir, fluxo constante de vida de seu interior?

___ Alcancei o prêmio dos que não necessitam buscar ou dar explicações. São aos outros que sirvo, não a mim. Se meus frutos servem a um propósito maior que apenas alimentar a vida, se com eles podem vocês humanos sentirem algo superior, não é a mim que devem e sim a esse envolvimento superior que os quer elevar, assim como meus galhos que procuram estar cada vez mais perto dos céus, embora jamais possa esquecer minhas raízes, porque elas me prendem, mas com doçura própria da mãe que é regaço para o filho; assim foi a terra para mim, assim ainda o é. Sei que talvez serei ceifada antes mesmo de outra primavera, mas não vivo por esse momento do fim , não é por ele que vivo, entende? E sim por todos os dias os quais servi à vida.

Eu, embevecida, passaria a mao por seus caules finos, sem entender por que ela, logo ela falara de morte.

Então, olharia à minha volta... Um toco queimado e arrasado do que havia sido um vigoroso e belo Flamboyant, outro, e outro. Mais à frente frondosos Eucaliptos dos quais não restaram nem a lembrança.

___ Desculpe árvore querida, e pensar que eu os amava a todos... E não foi o suficiente para salva-los.

___ Eles estão salvos... Aqueles que lhes causaram isso é que jamais estarão.








                                          

                        


                                                                             FIM

sábado, 20 de julho de 2013

De que cor?



Qual a cor da solidão?



Atreva-se a perguntar e será preenchido de cores tais,



Que os contornos de teu rosto se perderão entre as matizes mais intensas,



Em aquarelas de lágrimas e risos, um vórtice sem fim,



Conquanto a solidão é loucura,



E a recusamos a ver, como fazemos com a segunda,



Sendo a primeira em cores gritantes e coloridas,



Não o suficiente para que a avistemos, não o suficiente para que nos salvemos...



Dela.



 



Salvar-me, então, das muitas águas,



Pois há somente uma que é imutável,



E fresca mesmo sob o inclemente sol do deserto,



A solidão do deserto é menos cruel do que o calor



Dos rostos que nos olham e miram,



Na mira diária de uma centena de olhares,



Estamos sozinhos, na mais completa solidão.



 



Coloridos, da cabeça aos pés,



Do quadro que nos pintaram, da festa que nos expulsaram,



Não almejo suas vidas, nunca antes fiz,



E então talvez seja eu uma peça isolada,



Fria como a cor da alvorada, que deixa tudo prata antes de incandescer,



Preta, branca, peça de museu, inigualável,



Hoje tenho plena consciência de que nunca chegarei além



Dos portões que separam a solidão das companhias.



 



Sinto a solidão, fecho os olhos,



Suas cores são demais, abro-os novamente,



Não há como ver o mundo em preto e branco, na transparência que ele merecia,



Sinto, muito, como não sentir...



Sinto muito.


Você me trará?


 

Será que se eu lhe pedir,

Você me trará aquilo que mais desejo?

Nada complicado, nada caro, embora,

Na escala dos desejos, seja o mais estranho,

O menos encontrado.


Será que se eu lhe mostrar,

Você reconhecerá e, a partir desse momento,

Será teu desejo igualmente forte e fugaz,

Permitido e herético, pura heresia

Daqueles corações perversos que o negaram,

Mas que lhe peço: não negues mais!?


O que lhe peço mão alguma pode dar,

Força alguma pode encontrar,

Senão a da alma, se é que possuis uma,

E sei que sim, acaso caminharias ao acaso,

Ou talvez estejamos todos nós jogados

Nesse ocaso de nossas formas etéreas;

Ao benefício do acaso cruel e amargo dos

Desejos realizados, aqueles não desejáveis,

Aqueles insaciáveis, dos corações que aprendemos

A chamar de irmãos; a chamar... nunca mais?


Não! Há beleza e sentimento,

Eu os quero aqui, comigo!

Cúmplices dos sonhos, aprendizes da realidade,

Sejamos nós agora, desse doce momento

Até a eternidade, que a gratidão

Nos preencha boca e rostos e logo

Essa seja a face do mundo,

Pois não há beleza maior que ser grato

Por um Bem que nos há sido feito,

Não há maior alegria que, sem questionamentos,

Sermos presenteados com a gratidão de alma e coração,

Através dos atos de Bem, continuados a partir daquele primeiro gesto,

Daquela primeira palavra,

Em circuito, em longo circuito através do mundo,

Iluminando os espíritos e sorrisos,

Sendo, eternamente sendo, estando, vivendo...



Se eu lhe pedisse, será que você me traria?

Uma corrente... Talvez de ouro, talvez

De prata, mas não para se usar no pescoço,

E sim ao redor de todo o mundo.


Se eu lhe pedisse essa jóia... Será que você me traria?

 

Patricky Field

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Beira do caminho

 

 

 Sentei-me à beira do caminho,
Olhei nas direções Norte e Sul,
Senti o quanto havia caminhado,
Não sabia de onde havia vindo ou por onde
Conduzir meus passos de agora e de então.


 Sim, os de ontem ainda estão vivos,
Os passos ativos me conduzem em direções erradas,
Se só no pensamento penso em seguir à frente,
No coração sinto como se voltasse ou estagnasse,
E nada daquilo tudo o que vivi realmente em mim ficasse.


 Acabo de ver meus sonhos correndo porta afora,
Andando como se nada os pudesse deter,
Como se a mim não pertencessem,
Talvez não pertençam realmente...
Mas se parecem tanto comigo...


 Sou seu deus, são meus demônios,
Afogados num mar de risos contemporâneos
Envoltos numa bruma fria de “depois”, “agora não”,
Sempre “depois”, sempre “perdão”,
“Como vai” apenas, e mais um, mais um sonho que parte sem dizer razão.


 E na música a escala, como na oração,
Mi, dó, ré, e quantas mais,
Ut queant laxis, Ressonare Fibris, Mira gestoru,Para que possam ressoar as maravilhas!
Numa escala próxima à divina,
Criando verdades parecidas com aquelas de nossa primeira vida.


 Não me permita estagnar,
Se não puder correr como o rio
Que seja então uma onda daquele imenso mar,
De soltas notas de desejos primeiros,
De quando na estrada nos pusemos a caminhar.


 Hoje vi meus sonhos caminhando para longe
Percebi que são só sonhos, nem os chamei de volta,
Pus um pé na realidade, outro também, deixei pegadas,
Talvez recobre um pouco da magia se ouvir o som das notas,
Do caminho por aonde vim, da orquestra de minhas botas.