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quarta-feira, 6 de abril de 2016

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De forma mais fácil, rápida, para um encontro com os personagens que irão te levar a um segredo arrepiante e apaixonante.
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De Patricky Field:
A Mansão Millard

ISBN
978-85-69794-00-4

Título
A mansão Millard


Edição
1

Valor 
R$ 20,00

Tipo de Suporte
Papel

Páginas
178

Editor(a)
Studio 54 Editora

Autora
Patricky Field  / Daniella Gomes

Transferência ou depósito em conta:
Caixa Econômica Federal
Ag.: 0565
Operação: 23
Conta Corrente.: 4198-1

Faça seu pedido através desse e-mail e coloque seu endereço para entrega do livro:
patrickyfield@bol.com.br

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Aproveite! E desfrute de uma leitura inigualável!


domingo, 1 de setembro de 2013

Entrevista com uma árvore

                                                                                                                                Anne Russel
                            Agosto, 2013

Colhendo hoje, amoras de uma Amoreira de galhos espaçados, pensei se no lugar da latinha a qual eu enchia de suas frutinhas roxas, eu tivesse papel e caneta, e claro, ela, uma boca. Estava uma manhã fria, mas o sol brilhava num ascendente faiscante. Eu, em vez de ficar em pé, como estava me sentaria. Refrearia as contingências do mundo por uns momentos, que seriam tão especiais e autênticos que deles eu jamais me esqueceria.

Começaria minha entrevista um tanto tímida, já que a árvore, senhora de si e sentinela daquela colina, parecia tudo saber... Talvez mais que de uma só vida.

A sombra refletindo a luz filtrada através do caule, folhas... E os frutos ainda verdes dependurados com o orgulho silencioso dela.

Com respeito eu começaria:





___ O que sente a senhora nesse momento em que tem de si frutos que 
generosamente dá como oferta a um mundo que talvez nem saiba de sua existência?

___ Minha jovem criatura. Sou antiga como os tempos que formaram a estrutura da primeira semente de quem eu sou. Nós, amoreiras, mesmo que fôssemos a última, ainda teríamos em nós a primeira. E ter atingido esse doce estágio de florescer e frutificar é algo que reverencio em meu interior, é o respeito que devo a semente que me formou e ter atingido esse nível no processo todo que a entropia inspira, é como se houvesse caminhado, como vocês criaturas que podem andar, e ter lutado, não contra, mas à favor do Sol, da chuva, de tudo de que me servi e que agora sirvo por minha vez, devolvendo a porção exata de que utilizei desse ambiente que me cercou como uma mãe, armazeno em mim a seiva da própria terra. O sangue da vida que me fez crescer. É a ele que devo a cor do primeiro fruto amadurecido em meu seio no primeiro dia de primavera que testemunhou esse ciclo que não é só meu, e sim pertence a todo esse universo que me fez quem sou.

Desde a primeira semente surgida séculos de vocês criaturas, até aquela primavera que viu meu primeiro fruto. Dei ao mundo a felicidade que recebi, e das dificuldades de atingir esse momento, nem me lembro, desde que minhas outras irmãs possam viver através de mim e dos meus frutos.
                                               *** ***
Eu escreveria tudo rapidamente, e fascinada com o milagre daquela entrevista inusitada e maravilhosa, eu continuaria a perguntar:

___ A sensação em colher seus frutos é algo intimista, que remete ao profundo de um eu talvez perdido em nosso próprio interior. Pensa que seja o traço de uma eternidade, que ultrapassa as  barreiras da matéria através do ir e vir, fluxo constante de vida de seu interior?

___ Alcancei o prêmio dos que não necessitam buscar ou dar explicações. São aos outros que sirvo, não a mim. Se meus frutos servem a um propósito maior que apenas alimentar a vida, se com eles podem vocês humanos sentirem algo superior, não é a mim que devem e sim a esse envolvimento superior que os quer elevar, assim como meus galhos que procuram estar cada vez mais perto dos céus, embora jamais possa esquecer minhas raízes, porque elas me prendem, mas com doçura própria da mãe que é regaço para o filho; assim foi a terra para mim, assim ainda o é. Sei que talvez serei ceifada antes mesmo de outra primavera, mas não vivo por esse momento do fim , não é por ele que vivo, entende? E sim por todos os dias os quais servi à vida.

Eu, embevecida, passaria a mao por seus caules finos, sem entender por que ela, logo ela falara de morte.

Então, olharia à minha volta... Um toco queimado e arrasado do que havia sido um vigoroso e belo Flamboyant, outro, e outro. Mais à frente frondosos Eucaliptos dos quais não restaram nem a lembrança.

___ Desculpe árvore querida, e pensar que eu os amava a todos... E não foi o suficiente para salva-los.

___ Eles estão salvos... Aqueles que lhes causaram isso é que jamais estarão.








                                          

                        


                                                                             FIM

domingo, 16 de junho de 2013

Vento de Inverno

























Aqui hoje há vento, soprando de encontro a mim,

Que assisto, à janela, sua força e presença,

Queria ter sido assim tão forte, imensa,

Capaz de abraçar o mundo, tocar moinhos, ser eu e tudo,

Num grande encontro,

Peso e leveza, ar e grandeza,

Mas junto de tudo aquilo que me faz viva,

Que faz sentir o hoje como única alternativa,

Para sorrir e viver.


 

E agora aqui, logo mais, será noite de inverno,

E quem se coloca a sorrir quando o dia se vai?

Pudessem contar-me todas as estórias de Amor,

‘inda mais agora, com as estrelas brilhantes desse céu,

Ainda assim seria triste despir-se do véu,

Que as estórias viram histórias, que viram história,

Que vira pálida memória,

Hoje não quero mais seguir com o vento,

Peço alento aos mais doces e distintos destinos,

Que tracem aqui comigo,

Seu caminho afinal.



Desejaria que eu pudesse carregar seu sorriso,

Aqui, em meu coração,

Nos momentos mais solitários, nas horas de alegria,

Para que conhecesse todos os meus lados,

E todas as estruturas,

E minhas inquietações

Fossem todas as suas,

E fossem todas dissolvidas,

Não haveria mais dúvida,

Exceto aquela eterna ferida,

Que cicatriza, mas avisa:

Nunca mais, andarilho, nunca mais.



Agora, que o vento deixou de soprar,

Ouço a canção das folhas que ainda caminham,

Essas sim, sem destino,

Talvez a próxima calçada,

Talvez uma longa caminhada,

Sopradas ao acaso,

Não quero ser suas aliadas,

Quero estar aqui, sentindo teu coração, pulsando vida,

Volvendo à casa que deixamos, invadida,

Por aquele vento forte, que me traz ainda à memória,

Um tempo que viria, após esse inverno de agora.

 

Patricky Field







segunda-feira, 15 de abril de 2013

Jardim de meu amor


Jardim de meu amor



Sua presença é como a dança das borboletas, leve,
preenchendo o ar detrás dos portões de um jardim secreto,
onde bulbos dormentes florescem por onde antes só havia neve,
sementes em flores que se assistem e caem, entre si, em afeto.


A memória de sua existência, doce, tênue, tão antiga,
recordava-me, com certeza, de sua face, seu sorriso,
equivoquei-me por tais vezes, mas a sorte soou amiga,
sua face, uma vez mais, me apareceu, sem espera ou aviso.


Eu te amo, te amei e por certo te amarei,
ainda creio em algo mais que nos leva, eu te encontrei,
sua presença foi tão breve, por que sempre vai embora?
Então retorne, como as flores no jardim secreto, sem demora.


Como um menino, talvez não mais que quando de ti me lembro,
trajado em verde escuro, como as folhas do carvalho,
seu sorriso ainda me lembra os dias claros de setembro
quando a flor colhida ainda sustentava última gota de orvalho.


Ai de mim, se me engano não quero tal dura sentença,
me preenche de alegria apenas por conhecer sua essência,
e por detrás dos portões tomados de hera de nosso jardim secreto,
meu coração de ti se preenche como, de flores, o jardim se vê repleto.


Patricky Field

domingo, 31 de março de 2013

Avaliação de desempenho

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada dum cão dentro da loja.
Ele enxotou-o mas o cão voltou logo de seguida. Novamente ele tentou
espantá-lo mas reparou que o cão trazia um bilhete na boca. Ele pegou no
bilhete e leu: «Pode mandar-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?»
O cão trazia também dinheiro na boca, uma nota de 50 euros. Ele pegou no
dinheiro, pôs as salsichas e a perna de carneiro num saco e colocou-o na
boca do cão.
O talhante ficou realmente impressionado e, como já estava na hora, decidiu
fechar a loja e seguir o cão. Este começou a descer a rua e, quando chegou
ao cruzamento, depositou o saco no chão, saltou e carregou no botão para
fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal
fechasse e pudesse atravessar. Atravessou a rua e caminhou até uma
paragem de autocarro, sempre com o talhante a segui-lo.
Na paragem, o cão olhou para o painel dos horários e sentou-se no banco,
esperando o autocarro.
Quando um autocarro chegou o cão foi até à frente para conferir o número e
voltou para o seu lugar. Outro autocarro chegou e ele tornou a olhar, viu que
aquele era o número certo e entrou.
O talhante, boquiaberto, seguiu o cão. Mais adiante o cão levantou-se, ficou
em pé nas duas patas traseiras e carregou no botão para mandar parar o
autocarro, tudo isso com as compras ainda na boca.
O talhante e o cão foram caminhando pela rua quando o cão parou à porta
de uma casa e pôs as compras no passeio. Então virou-se um pouco, correu
e atirou-se contra a porta. Tornou a fazer o mesmo, mas ninguém
respondeu.
Então contornou a casa, galgou um muro baixo, foi até à janela e começou a
bater com a cabeça no vidro várias vezes. Caminhou de volta para a porta e,
de repente, um tipo enorme abriu a porta e começou a espancar o bicho.
O talhante correu até ao homem e impediu-o, dizendo:
- Deus do céu, homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!
O homem respondeu:
- Um génio? Esta já é a segunda vez esta semana que este cão estúpido se
esquece da chave!!!

Moral da história:

Podes continuar a exceder as expectativas mas, aos
olhos daqueles que te avaliam, isso estará sempre abaixo do esperado...

sábado, 16 de março de 2013

O Amor... o que é?

"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado."

Patricky Field - em Coração e Ímpeto

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quando o novo dia nascer


 

A noite vem fria e com sua escuridão,
Há tanto a fazer, mas eu penso em dormir;
O medo de infância era tolo e vão,
O sol retornava todas as manhãs e me fazia sorrir.

Agora, enxergo no escuro o que antes era impossível,
O monstro negro virou-se sombras e luzes,
Da noite, não temo nada, isso parece incrível,
Mas é em plena luz do dia que enfrento meus medos e minhas cruzes.

Por que abrir mão da paz, se tudo é nada?
O medo do escuro é como o medo da verdade,
Se não a conhecermos, a vida não é mais que sombra que passa,
E o grande monstro da infância é a ignorância em qualquer idade.

Não ignore seu momento, viva, da aurora ao ocaso;
Cada segundo é um dom divino porque é único, não retorna;
Podemos escolher entre o amor ou o pouco caso, mas,
De ambos, apenas a você cabe dar a cor, o som ou a forma.

Não temo nada, sou eu parte do Universo,
E um halo novo, de brilho intenso, me faz leve e puro,
Como o teu sorriso me faz desejar em teu olhar estar imerso,
Enquanto os dias passam e as noites fazem um desenho novo em teu muro.

E, não mais os monstros do passado, as noites mal dormidas;
Não mais os dias de angústia por uma mal vivida vida;
É doce o mar, o céu, a estrada por onde eu vou, cada dia;
Eu posso, do caminho, colher flores ou travar a briga.

Mas eu escolho o sol, o brilho da luz em minha alma,
Que tem o amor permitido se acenda, amor pela vida,
Pela força da simplicidade de afeiçoes reais e não forçadas.
Não me chocam as mentiras que murmuram nas calçadas;
Na serenidade de meus passos, por sobre a areia, pedra ou brasa,
Caminho dois mil passos se preciso for, para retornar a casa.

E, na escuridão da noite, há um pedido a fazer,
Que você tenha bons sonhos e desperte tranqüilo quando o novo dia nascer.
 

 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O que é ter HUMANIDADE



“O que acontece à inteligência quando passa a acreditar nas mentiras que inventa para outrem? É lançada a loucos turbilhões, sugada por vórtices tenebrosos?
 “Um”, por Richard Bach, pg 100.


“Cólera é medo, isso eu sabia. Toda pessoa colérica é uma pessoa amedrontada, que teme alguma perda.”
“Um”, por Richard Bach, pg 101


“Um ser humano é uma expressão da vida, que traz a luz e reflete o amor em qualquer dimensão que ele resolva tocar, em qualquer forma que deseje assumir. Humanidade não é uma descrição física, é uma meta espiritual. Não é uma coisa que nos é dada, é algo que conquistamos.
___ Acho que estou habituado a considerar que todas as pessoas são humanas. – falei.
___ Talvez deva reformular seus conceitos. – sugeriu ela.”
“Um”, por Richard Bach, pg 159


“Já se sentiram assim, em uníssono com o mundo, com o universo, com tudo o que existe a um grau tal que são invadidos pelo amor? (...) ISSO é a realidade. ISSO é a verdade. O que fazemos dela compete a nós, tal como a pintura de aurora compete ao artista. No mundo de vocês, a humanidade afastou-se desse amor. Ele vive o ódio, lutas pelo poder. Continuem, e ninguém verá a aurora. O alvorecer sempre existirá, naturalmente, mas as pessoas nada saberão a seu respeito e, por fim, até a lembrança de sua beleza desaparecerá.”
“Um”, por Richard Bach, pg 169

sábado, 15 de dezembro de 2012

O azul que prometi - poema



 

 O azul que prometi

Eu me lembro de um rosto amigo, onde 
Flores nasciam por todo o jardim,
Na fresca manhã de um outono antigo,
Antes que o sol brilhasse sua luz em mim.

Eu o via se encaminhando, ele me trazia paz;
Seu olhar, sempre dedicado, brilhava ao me ver;
E eu sabia que ele não me poderia amar mais
Assim como a ele eu amava, com todo meu ser.

Nosso jardim florescia por seus cuidados,
Eu o observava, cada gesto por sobre as delicadas flores;
Poderiam nos dizer eternos apaixonados
E, por sua doce presença, eu me perdia de amores.

"___ O bouquet mais precioso do jardim,
a ti dedico, amor meu, meu doce encanto.
Quero ver-te sempre assim
Sorrindo ao meu lado, pois que te amo tanto!..."

Ela sorria, com os olhos fechados, ao meu lado;
Eu a observava, confusa com o que ocorria,
Ele a trouxera pela mão até nosso jardim amado
E me apresentava como a algo que apenas lhe servia.

Ela me olhou, quando sua face se inclinara,
Seu sorriso desfez-se diante dele e de mim;
Ele perguntou se o presente não a agradara,
Eu não compreendia do que se tratava tudo enfim.

"___ Lilás?... Mas que espécie de flor é essa?"
Perguntou ela, desapontada, ao meu amor.
"___ Sei que queiras azul, mas a natureza pregou-me essa peça."
Respondeu ele, acanhado apenas por causa de minha cor.

Eles se foram, discutiam por banalidade,
Eu fiquei ali, imóvel, com o forte amor que sentia;
O jardineiro me cuidava para aquela a quem amava de verdade,
Não era eu, somente agora, dolorido, eu percebia.

À noite ele retornou, sentou-se ao meu lado;
Eu aparentava o mesmo aspecto de sempre
Embora, por dentro, se houvesse, meu coração seria quebrado;
Eu ainda o amava como se eu também fosse gente.

Mas ele não percebeu meu amor, como poderia?
A ele eu era somente uma planta florida do jardim;
Então ele me tocou no bouquet que recém nascia
E, com lágrimas a lhe descer do rosto, disse-me assim:

"___ Sei que não tens culpa de tua cor,
ainda gosto-te com a cor que tiveres em ti;
mas, à ela, não agradaste, minha bela flor,
e eu a amo tanto, mas não pude cumprir o que prometi."

Uma lágrima apenas ele deitou em mim,
Seu sal parecia queimar-me as pétalas lilases,
Eu o observei levantar-se e sair do jardim,
A noite era escura, de lua que mudava suas fases.

O primeiro raio de sol me chegou brilhante
E, com tristeza, lembrava-me de ser a culpada;
Por meu amor ser infeliz naquele instante
E por eu ser apenas uma planta que queria ser amada.

Mas ele chegou sorrindo e se aproximou devagar
Tocou-me nas pétalas e no bouquet que se abria.
"___ Azul, tornaste-te azul, mas como pudera mudar?"
Eu me surpreendi com o que ele me dizia.

Não me sentia diferente, nada parecia mudado em mim,
Mas um amor ainda maior crescia em minha essência;
Ele guardou aquela mágica só para nosso jardim
E, a ela, ele nunca ofereceu aquela amada hortênsia.

 Patricky Field







domingo, 9 de dezembro de 2012

If I had the chance



If I had the chance
                                                        Patricky Field

If I knew the day the Earth is going to turn upside down, I'd save a long minute before it, to kiss your lips and to transmit you all my faith in a world beyond these days; I’d let you know how much I need you and that I’d miss you more than the rise of the sun on East.

If I knew it all is going to be finished soon, I’d bring you next to me no matter distance or time; I’d walk an extra mile because you would be never way too far for me to carry you home, to have you near.

If I took all the chances to save the world alone, I’d start it by putting you safe and sound out from this world, away from all the perilous and harmful situations, even if I had to give my life away for it, and then, the rest of the world was under the risk to be destroyed afterwards.

And I’d never blame you for taking my life away, because you have given me my life at first, and it is you whom I shall owe my existence, I lived only due your presence and love.

If I had the chance to see the sun rising on East for the last time…I’d offer you my inner light to guide you like a beacon in a huge sea, the sea of my emotions and of the one whom I became only ‘cause of you.

domingo, 28 de outubro de 2012

Vento e Calmaria


 

Atira-te ao céu, tu, e teu destino, e desejo,

Segura em todos, menos em ti mesmo,

Abre as portas ao arrependimento, e,

Por mais que semeies, semeias apenas vento.

 

Colhendo sombras elas vão, acreditando,

Que somente o sol lhes vêm quando estão acordando,

E depuras teu estoque de sorrisos,

Quantos anos de lutas e retoques tão precisos.

 

O Amor, oh! Tens conseguido Dele, ou Ele?

Tiraste a sorte, para ti ou dos outros?

Para nunca retornares queimaste o mapa e as pontes e os sapatos,

Seriam aquelas de gravetos e vozes, desapareceriam através ou não de teus atos.

 

Pela noite o ar preenche os espaços,

Parece eterna a forma como são preenchidos nossos traços,

Cada pele, mãos, coração,

Os teus e tuas, exatamente, como convêm a cada estação.

 

Mas o vento traz algo como poder e transformação,

Soprando a calmaria de volta, num ciclo de alucinação,

Se na calma não há ventos,

No vento não há como ocultar os sentimentos.

 

Tua doce ordenada convicção se torna ordem e comando,

Em instantes tens a certeza de que nada está certo ou caminhando,

Mas, e quanto àquela roda celeste de tantos destinos e desejos?

Seguraste em todos, e esqueceste de seguir teus próprios lampejos.

 

Vento e calmaria são distantes formas de criar,

Mas são tudo o que semeamos e colhemos e tentamos evitar,

O primeiro nos derruba e impede de seguir em frente,

A segunda é morosa, maçante e impertinente.

 

O Amor seria a terceira opção,

Mas teu ódio cega e tira toda e qualquer razão,

Então sejam vento e calmaria as novas pontes a cruzar,

Desejos atirados ao céu... e será hora de novamente as inutilizar.

 

Patricky Field

domingo, 16 de setembro de 2012

Lemniscata




Despertar

Patricky Field  

Acordo, e penso naquilo que tanto me fez sofrer,
Outrora foi sonho, o que o presente fez parecer real,
Agora que vejo o dia calmo, que começa a nascer,
Percebo além do tempo a verdadeira essência, do Bem e do Mal.

Não fui eu, não foi por mim;
Tudo ilusão, de um tempo que é, que foi e que sempre será,
Nunca existiram dias assim tão ruins,
Jamais haverá felicidade alguma que não a que aqui já é e está.

Eu pertenço ao eterno momento do silêncio,
Preciso segundo de um toque fugaz,
Ao menos tenho a nobreza do sentimento
Que, apesar de tudo, de tudo será capaz.

De me defender, de criar, de dar e ouvir,
De tudo um pouco, construindo o sonho,
O sonho daquele dia que nunca há de vir,
Da noite que termina com o sol, brilhando a ouro.

Aqui termina e aqui começa; uma roda em minha mão;
Tesouro e indiferença nessa lemniscata viva;
Tanto amor não poderia nunca ter sido em vão,
Nem mesmo a dor, que aproxima e reaviva.

Perdoe-me os desencontros, não foram culpa minha;
Te perdoo tudo aquilo que antes eu não sabia,
E enfim, ao acordar, não teremos mais certezas,
Apenas a de que a roda há cessado e nos retirado toda e qualquer tristeza.

domingo, 9 de setembro de 2012

Fidelidade de tua alma


Onde está teu ser, oh beleza imaculada?
Minha vida é guiada pela Luz de tua alma;
por quantos caminhos viajei; meus, teus, centenas de chegadas;
mas em todas elas o retorno sem respostas, apenas eu e um imenso eterno nada.

Ora aqui, ora distante;
Por que partir se somos apenas esse instante?
Por que não ver que, o fogo que aponta no horizonte,
é somente o brilho que nos olhos trazemos forte e incessante?

O destino dá, o destino toma,
não podemos simplesmente ser ao invés de ter?
Ser coragem, ser Amor, ser da vida o eterno Dom;
inamovíveis, porém mutáveis, capazes de tudo o que nunca ousamos até então.

Como refrear os passos quando se acaba de aprender a andar?
Na busca pelo ar, como deixar de respirar?
Em cada canto o ser grita por uma liberdade
que vem apenas quando a última palavra se calar pela verdade.

O mundo não é mal, é apenas ilusão;
como pode produzir sonhos tão reais, de tão alta definição?
Como se um fino cristal pudesse esconder o seu interior
o Universo tenta preservar seus segredos de todo e qualquer invasor.

E a invasão de sentimentos se assoma, de tal forma que assusta;
e o medo produz muros e paredes que oprimem,
caminhos que nos levam para mais distante do que fomos ontem,
perdendo-se estórias e verdades; não havendo quem as contem.

Sou a dor de uma jornada que procura ser estrada,
iluminada pela Luz de sua alma, imaculada;
haverá um destino fiel nesse meio chamado vida?
Será eterna essa busca que iniciei; alma querida?


                                                                        Patricky Field







 

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Vinha de poesia

(...) Queria brincar contigo por sobre os relvados,
ser feliz como a todos que, pelo amor, seriam
também tocados;
agora esqueço os pesares que me andam rondando,
seguro nas pontas de seus dedos que me aceitam e conduzem por portões iluminados das estrelas de
um céu, mar de almas corsárias que
desafiam cartas e astrolábios e navegam
somente com a confiança em seus corações,
e com a tranquilidade de terem um porto
para onde voltar quando as vagas cessarem e as
marés tocarem os barcos de volta ao lar.

Seria e é assim quando em ti deito meus pensamentos,
seria e é assim cada lembrança,
sereno, terno momento...
E se o hoje nos quer mal e o mundo não conhece esse teu segredo,
viverei pela verdade de seus olhos, sem angústia e nem medo.

Porque é assim quando de ti me lembro,
porque a música toca bonita e clara
como os sons da alvorada; e os espelhos
refletem o sorriso seu que tanto me acalma,
que é tão parecido com minha própria alma.

A poesia é sombra rápida de um sol que
ilumina a árvore da vida, e o amor
são os destinos traçados pelo dom de viver,
por aquela decisão de ser, ao invés de não ser.
Só que morre de castigos antigos,
de tragédias ocultas, a poesia é sombra
de minha vinha e o que eu não cuidar
fenesce, sem que outros a venham cultivar.

Por isso o sol de teu sorriso a mim venha
acalentar, não mais somente a chuva das
tardes eternas e das manhãs escuras.
Minha alma ecoa sons sem vozes que
em ti cabem, como música ao longe,
como o significado da vida, que não
é a utopia do amanhã, nem a fugacidade
do ontem. Em teu sorriso minha alma
habita. Em tua paz eu reconheço a origem
de minha vida.

domingo, 12 de agosto de 2012

Viver apenas ou ser a própria vida para sempre?



"(...) Sempre foram suas flores preferidas nos canteiros, os gerânios que vira Dináh cultivando quando daquela mesma época, em L.A.... Que doce momento... Tê-los vivido, aqueles minutos de amor profundo, além das cordas que tocam a música da rotina, do hoje humano, do estar vivo e, por isso, obtuso, abstraído do conteúdo fora da matéria, matéria essa onde os códigos não tocam a forma pura de energia que preenche as cordas douradas do eu-eterno que pulsa ao longe o que o homem-vivo não pode experimentar, sem que tenha da vida recebido aquele dom gratuito do pequeno segundo, minuto de amor profundo que surge uma vez só e que preenche eternamente aquele elo entre viver apenas e ser a própria vida para sempre."

Patricky Field, em Coração e Ímpeto, pg. 2156.

domingo, 22 de julho de 2012

Perdoando...














 "(...)
 Uma infinidade de sentimentos perpassaram por sua mente, em um milésimo daquele segundo ele sentiu medo, por Dináh estar desprotegida ali frente aquela situação, sentiu dor, contrariedade, raiva e tudo isso se mesclava ao passado, de onde Gerald também parecia resgatar a dor daquele conflito que os envolvera a todos e do qual não haviam conseguido sair ilesos naquela vida.
Tais marcas eram para sempre. Quisty as carregara consigo durante todos os seus dias e também Gerald as tinha, embora não as recordasse, agora se lhe apareciam tão vivas quanto o momento que vivia ali, crendo que Quisty lhe era uma ameaça... Mas a quê? Ele sentia sua vida ameaçada por Quisty, mas não entendia a razão daquela dor, daquela agonia que o dominava.
            Quisty o olhou ali, naquele segundo. Todos tiveram sua parcela de culpa no passado, mesmo não tendo atentado diretamente contra a vida de ninguém, ele se envolvera e contribuíra para que o fim trágico de todos ocorresse da maneira como ocorreu. E isso agora ele compreendia tão inteiramente, que lhe causou um estranho sentimento que nunca antes havia lhe acometido. A dor da culpa, era isso o que sentia agora, não mais raiva ou medo; e ao enxergar em si também a origem daquele mal, Quisty sentiu algo subir-lhe ao peito, tão forte que diante de Gerald, ele até então calado, uma palavra escapou-lhe dos lábios, surpreendendo a si mesmo e também a Gerald, que não pareceu entender o que ouvia:
             ___ Perdão...
             ___ O quê? – Gerald se afastou um pouco, olhando surpreso para Quisty.
             Quisty o fitou também, dizendo mais uma vez o que sentia tão forte por dentro:
             ___ Me perdoa... Pelo o que eu fiz, me perdoa...
                                                                  (...)"

sábado, 21 de julho de 2012

Não existe o Mal



"Todos os males, quando grandes demais, assustam pela aparência grotesca e obscura; nunca se sabe o que deles esperar. É o caos, que ocorre quando não há como prever o próximo passo, ou saber o que advirá no dia seguinte...   Mas esse é o universo do mal, ele é dominado pelo obscurecimento e tem que calcular, à força, os milímetros exatos por onde caminhar para não perder o chão, para controlar as ações, próprias e alheias. E buscam por esse domínio obscuro até se aprofundarem nele, e quanto mais profundo... perdem-se. 
Não há como encontrar a direção certa ou errada, e toda a energia empregada naquele território se esgota e se acaba. Se apaga como uma chama que antes podia parecer intensa e assustadora, queimando as mãos de quem tentou se proteger contra o mal... 
Não quero me proteger a esse custo, não quero me queimar em uma chama que não tem como arder eternamente e me alcançar. Eu sinto aqui, dentro do meu peito, que há mais em mim, em vocês, em nós todos, do que há por aí, em milhões, bilhões de pessoas que possam estar aderidas ao mal, crendo ser ele a chama guiadora de suas buscas e ambições. Eu não estou sozinho, não tenho ódio ou receio por razão alguma, e aqui, agora, declaro que sou inteiro pelo amor que durante anos vi crescer dentro de mim, pelo o que eu sou, pelas vidas de vocês e por todo um universo que é além e maior e mais justo do que papel algum ou voz alguma no mundo já proferiu."
Como visto em Coração e Ímpeto, por Patricky Field.

O que possivelmente pode ser o amor?

"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado."
Patricky Field - em Coração e Ímpeto