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sábado, 16 de março de 2013

O Amor... o que é?

"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado."

Patricky Field - em Coração e Ímpeto

domingo, 18 de novembro de 2012

Não se pode estar pela metade quando questionados pela vida




"___ Eu que lhe agradeço, Richard – Quisty abraçou o amigo com a emoção ainda forte em seu espírito – Hoje, quem aprendeu algo muito valioso fui eu, meu amigo. Aprendi que o tempo vem com suas respostas antes das perguntas serem feitas e que não se pode estar pela metade quando questionados pela vida; ela não admite se estar mais ou menos pronto, mais ou menos ciente ou conhecer apenas a superfície. Quando a vida apresenta a pergunta é preferível a ignorância total da resposta à uma resposta imperfeita e falha. E essa dúvida agora não é mais ignorada porque eu pude compreender o que o tempo leva anos para dizer."   

                                                                       Do livro: Coração e Ímpeto, de Patricky Field.

domingo, 12 de agosto de 2012

Viver apenas ou ser a própria vida para sempre?



"(...) Sempre foram suas flores preferidas nos canteiros, os gerânios que vira Dináh cultivando quando daquela mesma época, em L.A.... Que doce momento... Tê-los vivido, aqueles minutos de amor profundo, além das cordas que tocam a música da rotina, do hoje humano, do estar vivo e, por isso, obtuso, abstraído do conteúdo fora da matéria, matéria essa onde os códigos não tocam a forma pura de energia que preenche as cordas douradas do eu-eterno que pulsa ao longe o que o homem-vivo não pode experimentar, sem que tenha da vida recebido aquele dom gratuito do pequeno segundo, minuto de amor profundo que surge uma vez só e que preenche eternamente aquele elo entre viver apenas e ser a própria vida para sempre."

Patricky Field, em Coração e Ímpeto, pg. 2156.

domingo, 22 de julho de 2012

Perdoando...














 "(...)
 Uma infinidade de sentimentos perpassaram por sua mente, em um milésimo daquele segundo ele sentiu medo, por Dináh estar desprotegida ali frente aquela situação, sentiu dor, contrariedade, raiva e tudo isso se mesclava ao passado, de onde Gerald também parecia resgatar a dor daquele conflito que os envolvera a todos e do qual não haviam conseguido sair ilesos naquela vida.
Tais marcas eram para sempre. Quisty as carregara consigo durante todos os seus dias e também Gerald as tinha, embora não as recordasse, agora se lhe apareciam tão vivas quanto o momento que vivia ali, crendo que Quisty lhe era uma ameaça... Mas a quê? Ele sentia sua vida ameaçada por Quisty, mas não entendia a razão daquela dor, daquela agonia que o dominava.
            Quisty o olhou ali, naquele segundo. Todos tiveram sua parcela de culpa no passado, mesmo não tendo atentado diretamente contra a vida de ninguém, ele se envolvera e contribuíra para que o fim trágico de todos ocorresse da maneira como ocorreu. E isso agora ele compreendia tão inteiramente, que lhe causou um estranho sentimento que nunca antes havia lhe acometido. A dor da culpa, era isso o que sentia agora, não mais raiva ou medo; e ao enxergar em si também a origem daquele mal, Quisty sentiu algo subir-lhe ao peito, tão forte que diante de Gerald, ele até então calado, uma palavra escapou-lhe dos lábios, surpreendendo a si mesmo e também a Gerald, que não pareceu entender o que ouvia:
             ___ Perdão...
             ___ O quê? – Gerald se afastou um pouco, olhando surpreso para Quisty.
             Quisty o fitou também, dizendo mais uma vez o que sentia tão forte por dentro:
             ___ Me perdoa... Pelo o que eu fiz, me perdoa...
                                                                  (...)"

sábado, 21 de julho de 2012

Não existe o Mal



"Todos os males, quando grandes demais, assustam pela aparência grotesca e obscura; nunca se sabe o que deles esperar. É o caos, que ocorre quando não há como prever o próximo passo, ou saber o que advirá no dia seguinte...   Mas esse é o universo do mal, ele é dominado pelo obscurecimento e tem que calcular, à força, os milímetros exatos por onde caminhar para não perder o chão, para controlar as ações, próprias e alheias. E buscam por esse domínio obscuro até se aprofundarem nele, e quanto mais profundo... perdem-se. 
Não há como encontrar a direção certa ou errada, e toda a energia empregada naquele território se esgota e se acaba. Se apaga como uma chama que antes podia parecer intensa e assustadora, queimando as mãos de quem tentou se proteger contra o mal... 
Não quero me proteger a esse custo, não quero me queimar em uma chama que não tem como arder eternamente e me alcançar. Eu sinto aqui, dentro do meu peito, que há mais em mim, em vocês, em nós todos, do que há por aí, em milhões, bilhões de pessoas que possam estar aderidas ao mal, crendo ser ele a chama guiadora de suas buscas e ambições. Eu não estou sozinho, não tenho ódio ou receio por razão alguma, e aqui, agora, declaro que sou inteiro pelo amor que durante anos vi crescer dentro de mim, pelo o que eu sou, pelas vidas de vocês e por todo um universo que é além e maior e mais justo do que papel algum ou voz alguma no mundo já proferiu."
Como visto em Coração e Ímpeto, por Patricky Field.