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domingo, 31 de março de 2013

Avaliação de desempenho

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada dum cão dentro da loja.
Ele enxotou-o mas o cão voltou logo de seguida. Novamente ele tentou
espantá-lo mas reparou que o cão trazia um bilhete na boca. Ele pegou no
bilhete e leu: «Pode mandar-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?»
O cão trazia também dinheiro na boca, uma nota de 50 euros. Ele pegou no
dinheiro, pôs as salsichas e a perna de carneiro num saco e colocou-o na
boca do cão.
O talhante ficou realmente impressionado e, como já estava na hora, decidiu
fechar a loja e seguir o cão. Este começou a descer a rua e, quando chegou
ao cruzamento, depositou o saco no chão, saltou e carregou no botão para
fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal
fechasse e pudesse atravessar. Atravessou a rua e caminhou até uma
paragem de autocarro, sempre com o talhante a segui-lo.
Na paragem, o cão olhou para o painel dos horários e sentou-se no banco,
esperando o autocarro.
Quando um autocarro chegou o cão foi até à frente para conferir o número e
voltou para o seu lugar. Outro autocarro chegou e ele tornou a olhar, viu que
aquele era o número certo e entrou.
O talhante, boquiaberto, seguiu o cão. Mais adiante o cão levantou-se, ficou
em pé nas duas patas traseiras e carregou no botão para mandar parar o
autocarro, tudo isso com as compras ainda na boca.
O talhante e o cão foram caminhando pela rua quando o cão parou à porta
de uma casa e pôs as compras no passeio. Então virou-se um pouco, correu
e atirou-se contra a porta. Tornou a fazer o mesmo, mas ninguém
respondeu.
Então contornou a casa, galgou um muro baixo, foi até à janela e começou a
bater com a cabeça no vidro várias vezes. Caminhou de volta para a porta e,
de repente, um tipo enorme abriu a porta e começou a espancar o bicho.
O talhante correu até ao homem e impediu-o, dizendo:
- Deus do céu, homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!
O homem respondeu:
- Um génio? Esta já é a segunda vez esta semana que este cão estúpido se
esquece da chave!!!

Moral da história:

Podes continuar a exceder as expectativas mas, aos
olhos daqueles que te avaliam, isso estará sempre abaixo do esperado...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quando o novo dia nascer


 

A noite vem fria e com sua escuridão,
Há tanto a fazer, mas eu penso em dormir;
O medo de infância era tolo e vão,
O sol retornava todas as manhãs e me fazia sorrir.

Agora, enxergo no escuro o que antes era impossível,
O monstro negro virou-se sombras e luzes,
Da noite, não temo nada, isso parece incrível,
Mas é em plena luz do dia que enfrento meus medos e minhas cruzes.

Por que abrir mão da paz, se tudo é nada?
O medo do escuro é como o medo da verdade,
Se não a conhecermos, a vida não é mais que sombra que passa,
E o grande monstro da infância é a ignorância em qualquer idade.

Não ignore seu momento, viva, da aurora ao ocaso;
Cada segundo é um dom divino porque é único, não retorna;
Podemos escolher entre o amor ou o pouco caso, mas,
De ambos, apenas a você cabe dar a cor, o som ou a forma.

Não temo nada, sou eu parte do Universo,
E um halo novo, de brilho intenso, me faz leve e puro,
Como o teu sorriso me faz desejar em teu olhar estar imerso,
Enquanto os dias passam e as noites fazem um desenho novo em teu muro.

E, não mais os monstros do passado, as noites mal dormidas;
Não mais os dias de angústia por uma mal vivida vida;
É doce o mar, o céu, a estrada por onde eu vou, cada dia;
Eu posso, do caminho, colher flores ou travar a briga.

Mas eu escolho o sol, o brilho da luz em minha alma,
Que tem o amor permitido se acenda, amor pela vida,
Pela força da simplicidade de afeiçoes reais e não forçadas.
Não me chocam as mentiras que murmuram nas calçadas;
Na serenidade de meus passos, por sobre a areia, pedra ou brasa,
Caminho dois mil passos se preciso for, para retornar a casa.

E, na escuridão da noite, há um pedido a fazer,
Que você tenha bons sonhos e desperte tranqüilo quando o novo dia nascer.
 

 


domingo, 18 de novembro de 2012

Não se pode estar pela metade quando questionados pela vida




"___ Eu que lhe agradeço, Richard – Quisty abraçou o amigo com a emoção ainda forte em seu espírito – Hoje, quem aprendeu algo muito valioso fui eu, meu amigo. Aprendi que o tempo vem com suas respostas antes das perguntas serem feitas e que não se pode estar pela metade quando questionados pela vida; ela não admite se estar mais ou menos pronto, mais ou menos ciente ou conhecer apenas a superfície. Quando a vida apresenta a pergunta é preferível a ignorância total da resposta à uma resposta imperfeita e falha. E essa dúvida agora não é mais ignorada porque eu pude compreender o que o tempo leva anos para dizer."   

                                                                       Do livro: Coração e Ímpeto, de Patricky Field.

domingo, 28 de outubro de 2012

Vento e Calmaria


 

Atira-te ao céu, tu, e teu destino, e desejo,

Segura em todos, menos em ti mesmo,

Abre as portas ao arrependimento, e,

Por mais que semeies, semeias apenas vento.

 

Colhendo sombras elas vão, acreditando,

Que somente o sol lhes vêm quando estão acordando,

E depuras teu estoque de sorrisos,

Quantos anos de lutas e retoques tão precisos.

 

O Amor, oh! Tens conseguido Dele, ou Ele?

Tiraste a sorte, para ti ou dos outros?

Para nunca retornares queimaste o mapa e as pontes e os sapatos,

Seriam aquelas de gravetos e vozes, desapareceriam através ou não de teus atos.

 

Pela noite o ar preenche os espaços,

Parece eterna a forma como são preenchidos nossos traços,

Cada pele, mãos, coração,

Os teus e tuas, exatamente, como convêm a cada estação.

 

Mas o vento traz algo como poder e transformação,

Soprando a calmaria de volta, num ciclo de alucinação,

Se na calma não há ventos,

No vento não há como ocultar os sentimentos.

 

Tua doce ordenada convicção se torna ordem e comando,

Em instantes tens a certeza de que nada está certo ou caminhando,

Mas, e quanto àquela roda celeste de tantos destinos e desejos?

Seguraste em todos, e esqueceste de seguir teus próprios lampejos.

 

Vento e calmaria são distantes formas de criar,

Mas são tudo o que semeamos e colhemos e tentamos evitar,

O primeiro nos derruba e impede de seguir em frente,

A segunda é morosa, maçante e impertinente.

 

O Amor seria a terceira opção,

Mas teu ódio cega e tira toda e qualquer razão,

Então sejam vento e calmaria as novas pontes a cruzar,

Desejos atirados ao céu... e será hora de novamente as inutilizar.

 

Patricky Field

domingo, 22 de julho de 2012

Perdoando...














 "(...)
 Uma infinidade de sentimentos perpassaram por sua mente, em um milésimo daquele segundo ele sentiu medo, por Dináh estar desprotegida ali frente aquela situação, sentiu dor, contrariedade, raiva e tudo isso se mesclava ao passado, de onde Gerald também parecia resgatar a dor daquele conflito que os envolvera a todos e do qual não haviam conseguido sair ilesos naquela vida.
Tais marcas eram para sempre. Quisty as carregara consigo durante todos os seus dias e também Gerald as tinha, embora não as recordasse, agora se lhe apareciam tão vivas quanto o momento que vivia ali, crendo que Quisty lhe era uma ameaça... Mas a quê? Ele sentia sua vida ameaçada por Quisty, mas não entendia a razão daquela dor, daquela agonia que o dominava.
            Quisty o olhou ali, naquele segundo. Todos tiveram sua parcela de culpa no passado, mesmo não tendo atentado diretamente contra a vida de ninguém, ele se envolvera e contribuíra para que o fim trágico de todos ocorresse da maneira como ocorreu. E isso agora ele compreendia tão inteiramente, que lhe causou um estranho sentimento que nunca antes havia lhe acometido. A dor da culpa, era isso o que sentia agora, não mais raiva ou medo; e ao enxergar em si também a origem daquele mal, Quisty sentiu algo subir-lhe ao peito, tão forte que diante de Gerald, ele até então calado, uma palavra escapou-lhe dos lábios, surpreendendo a si mesmo e também a Gerald, que não pareceu entender o que ouvia:
             ___ Perdão...
             ___ O quê? – Gerald se afastou um pouco, olhando surpreso para Quisty.
             Quisty o fitou também, dizendo mais uma vez o que sentia tão forte por dentro:
             ___ Me perdoa... Pelo o que eu fiz, me perdoa...
                                                                  (...)"

sábado, 21 de julho de 2012

Não existe o Mal



"Todos os males, quando grandes demais, assustam pela aparência grotesca e obscura; nunca se sabe o que deles esperar. É o caos, que ocorre quando não há como prever o próximo passo, ou saber o que advirá no dia seguinte...   Mas esse é o universo do mal, ele é dominado pelo obscurecimento e tem que calcular, à força, os milímetros exatos por onde caminhar para não perder o chão, para controlar as ações, próprias e alheias. E buscam por esse domínio obscuro até se aprofundarem nele, e quanto mais profundo... perdem-se. 
Não há como encontrar a direção certa ou errada, e toda a energia empregada naquele território se esgota e se acaba. Se apaga como uma chama que antes podia parecer intensa e assustadora, queimando as mãos de quem tentou se proteger contra o mal... 
Não quero me proteger a esse custo, não quero me queimar em uma chama que não tem como arder eternamente e me alcançar. Eu sinto aqui, dentro do meu peito, que há mais em mim, em vocês, em nós todos, do que há por aí, em milhões, bilhões de pessoas que possam estar aderidas ao mal, crendo ser ele a chama guiadora de suas buscas e ambições. Eu não estou sozinho, não tenho ódio ou receio por razão alguma, e aqui, agora, declaro que sou inteiro pelo amor que durante anos vi crescer dentro de mim, pelo o que eu sou, pelas vidas de vocês e por todo um universo que é além e maior e mais justo do que papel algum ou voz alguma no mundo já proferiu."
Como visto em Coração e Ímpeto, por Patricky Field.