blogfield: Olhos de criança
Todas essas linhas em minha face... Os anos passam, poderiam ser essas linhas as únicas mudanças, as únicas marcas que acontecem na vida?
Eu vi uma criança hoje, passando logo abaixo da minha rua, ela olhou para mim, detrás de tais olhos abertos, olhos que poderiam dizer sobre o azul do céu, a vida escondida debaixo das pequenas pedras, sobre a luz, sobre as ondas do ar, sobre o verde das árvores, sobre os carrosséis e os movimentos da água em um riacho, sobre todos os "comos" e " por quês ". Olhos curiosos e luminosos, entretanto ela estivesse em uma pressa devido sua mãe, que a levava pela mão; e eu não pude ver os olhos da mulher. Os olhos da mãe não me encararam, ela caminhou rapidamente, como tantas pessoas fazem ela fitava algum ponto desconhecido, como tantas pessoas fazem, talvez fitasse os próprios pensamentos; talvez a própria vida. Tantas linhas na face dela também, tantas histórias para contar; talvez não. Eu não pude ver.
Talvez aquela criança jovem se perdesse se a mãe dela não a estivesse segurando pela mão, ao longo da congestionada e movimentada rua, ao longo daquele caminho. Mas talvez uma outra mão a guiar a mãe também não fosse útil? Os olhos dela, não contemplando parte alguma, enquanto ela caminhava… Perdida? Boa pergunta... Quem estaria mais perdida? Sem uma mão a guiar, qual das duas estaria mais perdida em menos tempo?
A criança jovem olhava para todos os lugares, detrás de seus olhos luminosos. Ela nunca se perderia, contanto que ela tivesse aquela mão para lhe guiar. Mas aquela orientação não a preveniria de outra espécie de perda, talvez a mais terrível e eterna de todas: A perda daquele interesse pela vida; não pela própria e concreta vida, mas por aquele mundo ingênuo e bonito que vive nos olhos luminosos que aquela criança podia ver tão claramente e vívido ao redor dela. Ela não estava perdida naquele momento, mas talvez ela estivesse um dia. A mãe dela não soltou da mão ao longo daquele caminho inteiro, mas a face da pequena menina não tinha ainda linhas cujas histórias ainda seriam vividas. E através dessas linhas ela terá que caminhar sem qualquer mão a lhe guiar, e talvez ela haja de se perder algum dia; mas a mãe dela não pôde ver isso, e a criança jovem também não estava atenta a isso naquele momento. Assim, ainda havia aquela luz na visão daquela criança, que mostrou um quadro vívido do mundo visto através dos olhos de uma criança.
terça-feira, 2 de julho de 2013
domingo, 16 de junho de 2013
Vento de Inverno
Aqui hoje há vento, soprando de encontro a mim,
Que assisto, à janela, sua força e presença,
Queria ter sido assim tão forte, imensa,
Capaz de abraçar o mundo, tocar moinhos, ser eu e tudo,
Num grande encontro,
Peso e leveza, ar e grandeza,
Mas junto de tudo aquilo que me faz viva,
Que faz sentir o hoje como única alternativa,
Para sorrir e viver.
E agora aqui, logo mais, será noite de inverno,
E quem se coloca a sorrir quando o dia se vai?
Pudessem contar-me todas as estórias de Amor,
‘inda mais agora, com as estrelas brilhantes desse céu,
Ainda assim seria triste despir-se do véu,
Que as estórias viram histórias, que viram história,
Que vira pálida memória,
Hoje não quero mais seguir com o vento,
Peço alento aos mais doces e distintos destinos,
Que tracem aqui comigo,
Seu caminho afinal.
Desejaria que eu pudesse carregar seu sorriso,
Aqui, em meu coração,
Nos momentos mais solitários, nas horas de alegria,
Para que conhecesse todos os meus lados,
E todas as estruturas,
E minhas inquietações
Fossem todas as suas,
E fossem todas dissolvidas,
Não haveria mais dúvida,
Exceto aquela eterna ferida,
Que cicatriza, mas avisa:
Nunca mais, andarilho, nunca mais.
Agora, que o vento deixou de soprar,
Ouço a canção das folhas que ainda caminham,
Essas sim, sem destino,
Talvez a próxima calçada,
Talvez uma longa caminhada,
Sopradas ao acaso,
Não quero ser suas aliadas,
Quero estar aqui, sentindo teu coração, pulsando vida,
Volvendo à casa que deixamos, invadida,
Por aquele vento forte, que me traz ainda à memória,
Um tempo que viria, após esse inverno de agora.
Patricky Field
domingo, 19 de maio de 2013
KNUSTE MENNESKER
Jeg har kendt hele verden, ensomhed er ikke i det fjerne;
jeg har tænkt på at vaske håenderne ligesom Pilatos,
så var der ikke på mine skuldre,
så meget vægt på,
som kunne jeg ikke bære...
Første del af et ansigt,der er et hænd til at kærtegne det,
sidste tid i sit hjem, ønsker man at være hel,
ønsker at menneskeheden var en enhed;
så meget til at lave om på det,
til at kende sig selv...
Er den menneskehed klar for denne verden?
Klar for at finde deres skridt forladt tilbage?
Mennesker søger efter evighed
søger efter sandhed,
altid i andre mennesker;
så kort denne livs kunst.
Aldrig... hele.
Hver tanke, hvert ord, det er som et guld sekund
hver del, det er ikke fandt på vejen;
man kan være hel siden fra første øjeblik af livet,
men stadig er der denne fornemmelsen ... aldrig hel...
Mennesker søger efter evighed af deres liv,
i andre menneskers virkelighed ...
hvis de blot kunne kende, i det mindste sig selv
hvis de var ikke blind for at se deres sjæle
og ikke vaskede håenderne...
hele verden ville ikke være en hjem af knuste mennesker.
Patricky Field
quinta-feira, 16 de maio de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Jardim de meu amor
Jardim de meu amor
Sua presença é como a dança das borboletas, leve,
preenchendo o ar detrás dos portões de um jardim secreto,
onde bulbos dormentes florescem por onde antes só havia neve,
sementes em flores que se assistem e caem, entre si, em afeto.
A memória de sua existência, doce, tênue, tão antiga,
recordava-me, com certeza, de sua face, seu sorriso,
equivoquei-me por tais vezes, mas a sorte soou amiga,
sua face, uma vez mais, me apareceu, sem espera ou aviso.
Eu te amo, te amei e por certo te amarei,
ainda creio em algo mais que nos leva, eu te encontrei,
sua presença foi tão breve, por que sempre vai embora?
Então retorne, como as flores no jardim secreto, sem demora.
Como um menino, talvez não mais que quando de ti me lembro,
trajado em verde escuro, como as folhas do carvalho,
seu sorriso ainda me lembra os dias claros de setembro
quando a flor colhida ainda sustentava última gota de orvalho.
Ai de mim, se me engano não quero tal dura sentença,
me preenche de alegria apenas por conhecer sua essência,
e por detrás dos portões tomados de hera de nosso jardim secreto,
meu coração de ti se preenche como, de flores, o jardim se vê repleto.
Patricky Field
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domingo, 31 de março de 2013
Avaliação de desempenho
O dono de um talho foi surpreendido pela entrada dum cão dentro da loja.
Ele enxotou-o mas o cão voltou logo de seguida. Novamente ele tentou
espantá-lo mas reparou que o cão trazia um bilhete na boca. Ele pegou no
bilhete e leu: «Pode mandar-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?»
O cão trazia também dinheiro na boca, uma nota de 50 euros. Ele pegou no
dinheiro, pôs as salsichas e a perna de carneiro num saco e colocou-o na
boca do cão.
O talhante ficou realmente impressionado e, como já estava na hora, decidiu
fechar a loja e seguir o cão. Este começou a descer a rua e, quando chegou
ao cruzamento, depositou o saco no chão, saltou e carregou no botão para
fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca que o sinal
fechasse e pudesse atravessar. Atravessou a rua e caminhou até uma
paragem de autocarro, sempre com o talhante a segui-lo.
Na paragem, o cão olhou para o painel dos horários e sentou-se no banco,
esperando o autocarro.
Quando um autocarro chegou o cão foi até à frente para conferir o número e
voltou para o seu lugar. Outro autocarro chegou e ele tornou a olhar, viu que
aquele era o número certo e entrou.
O talhante, boquiaberto, seguiu o cão. Mais adiante o cão levantou-se, ficou
em pé nas duas patas traseiras e carregou no botão para mandar parar o
autocarro, tudo isso com as compras ainda na boca.
O talhante e o cão foram caminhando pela rua quando o cão parou à porta
de uma casa e pôs as compras no passeio. Então virou-se um pouco, correu
e atirou-se contra a porta. Tornou a fazer o mesmo, mas ninguém
respondeu.
Então contornou a casa, galgou um muro baixo, foi até à janela e começou a
bater com a cabeça no vidro várias vezes. Caminhou de volta para a porta e,
de repente, um tipo enorme abriu a porta e começou a espancar o bicho.
O talhante correu até ao homem e impediu-o, dizendo:
- Deus do céu, homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!
O homem respondeu:
- Um génio? Esta já é a segunda vez esta semana que este cão estúpido se
esquece da chave!!!
Moral da história:
Podes continuar a exceder as expectativas mas, aos
olhos daqueles que te avaliam, isso estará sempre abaixo do esperado...
sábado, 16 de março de 2013
O Amor... o que é?
"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado."
Patricky Field - em Coração e Ímpeto
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