sexta-feira, 26 de junho de 2015

I never cite my sources

I never cite my sources,
Maybe that's the reason I'm marginal,
just alike every ordinary bandit,
I don't bring my hopes into the same pot,
I feel them, and there's no biggest crime than that.

Had we had been all in the same pot,
pottering like the old smoke,
We would be like the drug,
Maybe that's the way the whole world's right now.

Citations, not the policial ones,
Citations from who has the sight beyond sight,
Based in all that I've already seen sailed on before,
One may sink in those words of disordered context.

It's only to copy and set it up,
Like a rag doll,
My feelings, poor of them,
Has been left silent for thousand year ago.


Intuition's not enough to us,
Maybe they have never had it, or it has only been spoiled,
Me, who keeps mine,
I try not to cite my sources and not to be inside the same pot.

But it just does not fit the world good,
And I always keep myself, always, speechless,
Maybe that's the reason I'm marginal,
And by everybody, always, invariably... damned.

Patricky Field

Nunca cito minhas fontes





Nunca cito minhas fontes,
Talvez por isso seja marginal,
Igual a todo bandido qualquer,
Não me baseio, sinto, e crime maior que esse não há.

Fossemos todos baseados,
Igual àquilo que se traga,
Seríamos uma droga,
Talvez assim esteja o mundo agora.

Citações, não policiais,
Citações de quem tem a visão além do alcance,
Baseado em tudo o que já vi d’antes navegado,
Naufraga-se em palavras de contexto desordenado.

Somente copiar e montar,
Como boneca de trapos,
Meus sentimentos, coitados,
Foram há milênios silenciados.

A intuição não nos basta,
Talvez não a tenham ou a tenham estragado,
A mim, que conservo a minha,
Tento não citar as fontes e não ser um baseado.

Mas assim não serve,
Sempre permaneço sempre calado,
Talvez por isso seja marginal,
E por todos, sempre, invariavelmente, condenado.

Patricky Field